Brasil Caboclo


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Empresa(s) produtora(s): Cinematográfica Superfilmes LTDA

Na área de floresta tropical da bacia amazônica, desenvolveu-se uma cultura de forte base indígena. "Toda a área era ocupada, originalmente, por tribos indígenas de adaptação especializada à floresta tropical. A maioria delas dominava as técnicas de lavoura praticadas pelos grupos Tupi do litoral atlântico, com que se depararam os descobridores. Em algumas várzeas e manchas de terra de excepcional fertilidade e de fácil provimento alimentar, através da caça e da pesca, floresceram culturas indígenas do mais alto nível tecnológico, como as de Marajó e de Tapajós, que podiam manter aldeamentos com alguns milhares de habitantes"(Darcy Ribeiro). Foram esses grupos indígenas que experimentaram a marcha da colonização lusitana, o avanço dos missionários, a disseminação do nheengatu e, ainda, a migração massiva de nordestinos à época do "rubber boom", da explosão dos seringais. E assim foi se forjando na região uma população nova - e se cristalizando uma "variante sociocultural" da sociedade brasileira, com as suas formas e práticas próprias, e a sua religiosidade "fundada no sincretismo da pajelança indígena com um vago culto de santos e datas do calendário religioso católico". É esta Amazônia interétnica, mas fundamentalmente cabocla, com os seus santos e "visagens", suas cidades e seus grupos indígenas sobreviventes, que vamos abordar neste programa da série.
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30 min
2001
Brasil
SP
LIVRE

Séries: O Povo Brasileiro | 10 Episódios de 30 Minutos

Diretor: Isa Grinspum Ferraz

Elenco: Chico Buarque, Darcy Ribeiro, Gilberto Gil, narração de Matheus Nachtergaele, Tom Zé

Sinopse: Na área de floresta tropical da bacia amazônica, desenvolveu-se uma cultura de forte base indígena. "Toda a área era ocupada, originalmente, por tribos indígenas de adaptação especializada à floresta tropical. A maioria delas dominava as técnicas de lavoura praticadas pelos grupos Tupi do litoral atlântico, com que se depararam os descobridores. Em algumas várzeas e manchas de terra de excepcional fertilidade e de fácil provimento alimentar, através da caça e da pesca, floresceram culturas indígenas do mais alto nível tecnológico, como as de Marajó e de Tapajós, que podiam manter aldeamentos com alguns milhares de habitantes"(Darcy Ribeiro). Foram esses grupos indígenas que experimentaram a marcha da colonização lusitana, o avanço dos missionários, a disseminação do nheengatu e, ainda, a migração massiva de nordestinos à época do "rubber boom", da explosão dos seringais. E assim foi se forjando na região uma população nova - e se cristalizando uma "variante sociocultural" da sociedade brasileira, com as suas formas e práticas próprias, e a sua religiosidade "fundada no sincretismo da pajelança indígena com um vago culto de santos e datas do calendário religioso católico". É esta Amazônia interétnica, mas fundamentalmente cabocla, com os seus santos e "visagens", suas cidades e seus grupos indígenas sobreviventes, que vamos abordar neste programa da série.

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