Os diplomatas


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Com o fim da União Soviética, Cuba perde seu principal apoio econômico e político, diante do embargo imposto pelos Estados Unidos, que continua em vigor. As tensões se intensificam quando tiros vindos de Cuba atingem os aviões da "Brothers to the Rescue", uma organização de exilados cubanos, que sobrevoavam o espaço aéreo do país. Ciente da que qualquer aproximação com os Estados Unidos é inviável, Cuba não tem escolha a não ser reinventar novamente sua política internacional. Passado o tempo dos combatentes, eis agora a era dos diplomatas. Fidel Castro abandona a roupagem verde-oliva e adota o traje citadino. Ele troca a luta armada pelo "Soft Power". O país busca novos aliados e parceiros comerciais, sobretudo na América Latina. Estabelece-se uma política de boa vizinhança, com o objetivo de atrair esses países próximos. Fidel Castro dá apoio a Hugo Chavez, que na época ainda é um jovem oficial. A intervenção de Cuba durante a tentativa de golpe contra Chavez em 2002 será, inclusive, determinante para aproximar os dois países. A Venezuela se torna um aliado de peso, capaz de fornecer petróleo à ilha, e em troca, se aproveita da alta competência dos médicos cubanos, enviados ao país. Graças a essa política de Soft Power, Cuba deixa o isolamento e passa a ter o apoio dos inúmeros líderes de esquerda que chegam ao poder no continente sul-americano. Porém, em 2006, após 47 anos à frente do país, Fidel Castro dá lugar a seu irmão, Raul Castro. E vai ser em seu mandato que Cuba vai finalmente se aproximar dos EUA. E por um meio inesperado o diálogo entre esses dois países é retomado: o Papa Francisco. No entanto o futuro segue incerto: em abril de 2018, Raul Castro deixa a presidência de Cuba. A pressão imposta pelos Estados Unidos para dar fim à revolução cubana é mais forte do que nunca. O sonho cubano de revolucionar a ordem mundial não chegou realmente a se realizar, mas a ilha continua a ocupar um lugar de destaque na cena mundial. O espectro da revolução cubana está longe de desaparecer.
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Etapa/Nível de Ensino: Ensino Médio

Área de Ensino: Ciências Humanas

Componente Curricular/Disciplina: História


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59 min
2019
França
14 ANOS

Séries: Cuba, a Revolução e o Mundo | 2 Episódios de 59 Minutos

Diretor: Delphine Jaudeau

Elenco: Tania Rakhmanova

Sinopse: Com o fim da União Soviética, Cuba perde seu principal apoio econômico e político, diante do embargo imposto pelos Estados Unidos, que continua em vigor. As tensões se intensificam quando tiros vindos de Cuba atingem os aviões da "Brothers to the Rescue", uma organização de exilados cubanos, que sobrevoavam o espaço aéreo do país. Ciente da que qualquer aproximação com os Estados Unidos é inviável, Cuba não tem escolha a não ser reinventar novamente sua política internacional. Passado o tempo dos combatentes, eis agora a era dos diplomatas. Fidel Castro abandona a roupagem verde-oliva e adota o traje citadino. Ele troca a luta armada pelo "Soft Power". O país busca novos aliados e parceiros comerciais, sobretudo na América Latina. Estabelece-se uma política de boa vizinhança, com o objetivo de atrair esses países próximos. Fidel Castro dá apoio a Hugo Chavez, que na época ainda é um jovem oficial. A intervenção de Cuba durante a tentativa de golpe contra Chavez em 2002 será, inclusive, determinante para aproximar os dois países. A Venezuela se torna um aliado de peso, capaz de fornecer petróleo à ilha, e em troca, se aproveita da alta competência dos médicos cubanos, enviados ao país. Graças a essa política de Soft Power, Cuba deixa o isolamento e passa a ter o apoio dos inúmeros líderes de esquerda que chegam ao poder no continente sul-americano. Porém, em 2006, após 47 anos à frente do país, Fidel Castro dá lugar a seu irmão, Raul Castro. E vai ser em seu mandato que Cuba vai finalmente se aproximar dos EUA. E por um meio inesperado o diálogo entre esses dois países é retomado: o Papa Francisco. No entanto o futuro segue incerto: em abril de 2018, Raul Castro deixa a presidência de Cuba. A pressão imposta pelos Estados Unidos para dar fim à revolução cubana é mais forte do que nunca. O sonho cubano de revolucionar a ordem mundial não chegou realmente a se realizar, mas a ilha continua a ocupar um lugar de destaque na cena mundial. O espectro da revolução cubana está longe de desaparecer.

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